Durante todo o mês de outubro, em comemoração aos 138 anos de Salinas, vamos relembrar nomes que marcaram a história da nossa cidade. São pessoas que deram identidade às nossas ruas, praças, escolas e prédios. Vamos juntos conhecer e valorizar a nossa memória coletiva!
Quem foi Manoel Pedro Silva (1888 – 1974) – Manoel Baiano
Manoel Pedro Silva, conhecido como Manoel Baiano, nasceu em 1888, em Caetité (BA), filho de Pedro da Silva Rocha e Bernardina Maria da Silva. Chegou a Salinas aos 22 anos, trazendo consigo o espírito trabalhador e desbravador que marcaria sua trajetória.
Casou-se em 1911 com Rita Idália da Silva, com quem teve 13 filhos, formando uma das famílias pioneiras da região. Lavrador, produzia pinga, rapadura e açúcar caseiro, cultivava a terra e também atuava como tropeiro, levando e trazendo produtos entre Salinas e cidades vizinhas — como Montes Claros, Itinga e Pedra Azul — num tempo em que o comércio dependia da coragem e resistência desses viajantes.
Na década de 1950, Manoel Baiano mudou-se para o local que mais tarde se tornaria o Distrito de Nova Matrona, ajudando a erguer o povoado. Participou da construção da primeira igreja católica, do mercado, do cemitério e de diversas casas, sendo lembrado como um dos fundadores de Nova Matrona. Sua residência era ponto de acolhida para padres e fiéis, um espaço de fé e hospitalidade.
Homem simples, generoso e profundamente católico, era conhecido por sua seriedade, honra e respeito entre os moradores. Faleceu em 12 de setembro de 1974, aos 86 anos, vítima de edema pulmonar. Sua esposa, Rita Idália, faleceu em 1984, aos 93 anos.
Em 1980, em reconhecimento à sua importância histórica e contribuição para a formação da comunidade, a Escola Estadual Manoel Pedro Silva, em Nova Matrona, recebeu seu nome perpetuando sua memória como símbolo de trabalho, fé e pioneirismo.
Fonte: Herlinda Durães / Memória Visual de Salinas